Malévola: Dona do Mal (2019)

Maleficent: Mistress of Evil
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Sinopse

Malévola é convidada e viaja à um grande e velho castelo para celebrar o noivado da jovem Aurora com o príncipe Phillip. Lá ela conhece a futura sogra de Aurora, uma rainha provocadora e maliciosa, que trama o fim de todas as fadas visando tomar para si as riquezas das terras dos Moors. Para evitar que o plano seja concretizado, Malévola se une a um grupo de exilados para combater um poderoso exército comandado pela rainha.

Crítica

Passados 5 anos do lançamento de Malévola, eis que a Disney nos traz a continuação da história da jovem Aurora e sua “Madrinha”. Logo de início o filme nos apresenta a maldade e a ambição dos humanos, que capturam criaturas mágicas do reino dos Moors com objetivos sombrios. O filme não demora muito para nos apresentar os protagonistas da história, mostrando que Aurora foi escolhida como rainha do reino dos Moors, e na tentativa de exercer sua liderança, é envolvida em um plano que culmina no seu encontro com o príncipe Phillip do reino vizinho. O objetivo do plano é um óbvio pedido de casamento, prontamente respondido e aceito pela rainha dos Moors. Para celebrar este fato, o rei e a rainha de Ulstead convidam Aurora e Malévola para um banquete de noivado. Um grande porém é o fato de que embora tenha desempenhado os papéis de heroína e de vilã em acontecimentos passados, as histórias que foram contadas no reino de Ulstead diziam que Malévola fora somente vilã e deveria ser para sempre uma criatura temida e combatida. No banquete de noivado, Malévola percebe o quanto é temida pelo povo de Ulstead, mas ao conhecer o rei, ela percebe que o grande objetivo dele é a unificação do reino dos homens com o reino dos Moors. Seu maior sonho sempre foi de que existisse a paz entre os dois “mundos”. Quando um infeliz acontecimento encerra o banquete de maneira abrupta, as coisas saem do controle e revelam os reais objetivos da rainha de Ulstead. Agora cabe a Malévola se unir aos seres de sua espécie para buscar justiça. Escrever mais que isso sobre o filme culminaria em spoilers, mas de qualquer maneira, podemos perceber que o enredo do filme é bem superficial. A execução é interessante, pois somos apresentados a um novo reino, novos personagens, novas criaturas do reino de Moors e cenários deslumbrantes. Fica bem claro que a Disney não poupou despesas com a sua equipe de efeitos especiais. A Computação Gráfica é impecável, fazendo com que “alcemos vôo” junto com Malévola. Os personagens clássicos estão de volta e suas participações são menores e inferiores à produção anterior, porém todos possuem o seu valor para a história. O filme mostra um pouco sobre os seres da espécie da Malévola e sobre suas crenças a respeito dela ser a única dotada de tamanhos poderes. Uma longa batalha é travada e protagonizada por mulheres, enaltecendo mais uma vez a tendência de empoderamento feminino no cinema. Trata-se da releitura de um dos mais clássicos contos de fada de todos os tempos, porém tenho dificuldade em compreender o título do filme: “Malévola: Dona do Mal”. A personagem de Angelina Jolie é temperamental e se impõe muitas vezes, porém, assim como no filme de 2014, percebemos que “o mal” não está realmente presente na personagem. A verdade é que não existe necessidade alguma de inserir “Dona do Mal” ao título do filme.

Veredito

O filme é divertido, bem feito e recheado de criaturas místicas. Após 5 anos, é muito bom rever Aurora e Malévola, porém ambas as personagens mereciam uma história melhor e mais digna de personagens tão clássicos. Ainda assim vale muito a pena revisitar personagens tão queridos em um mundo tão belo e cheio de fantasia.

Trailer

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Cartaz

Cartaz do segundo filme da malevola